domingo, 1 de janeiro de 2012

Informações sobre os pássaros

Você pesquisou no Google a definição de pássaro e não encontrou? Pois você terá sua resposta agora. Talvez você ache que definir o que é pássaro seja fácil, mas não é. Você sabia que o pica-pau não é um pássaro e a rolinha também não é?

Informações gerais
Os Pássaros, ou aves canoras, compreendem a mais numerosa das ordens, incluindo mais da metade de todas as espécies de aves. Encontram-se entre os membros dessa ordem aves de dimensões pequenas e médias. A forma do bico varia bastante, dependendo do respectivo tipo de alimentação. As pernas são demonstrativas da origem arborícola das aves canoras. Os quatro dedos estão todos implantados ao mesmo nível, encontrando-se o primeiro permanentemente invertido. O tarso é coberto por escamas pequenas, em forma de lâminas. A plumagem é suficientemente densa e a penugem fina. O canto dos pássaros é geralmente melodioso. As suas características dependem da estrutura do aparelho fonador (a siringe), bem como da quantidade e posição dos músculos deste, que variam entre um e sete. As aves canoras são, na sua maioria, monógamas, vivendo com um único parceiro ao longo de toda época do acasalamento; no entanto, também se conhecem espécies polígamas, com um macho dominante que acasala com várias fêmeas. Os ninhos dos pássaros são, provavelmente, os que envolvem uma construção mais elaborada entre todas as espécies de aves. São, na sua maioria, em forma de taça, sendo muitos deles, exemplos perfeitos de engenharia. Os filhotes são nidícolas, nascendo cegos, desprovidos de penas, e raramente cobertos de penugem. São completamente dependentes dos progenitores durante um bom tempo. Pedem alimento aos pais, esticando o pescoço e abrindo o bico, desde as primeiras horas após o nascimento. Para uma melhor orientação dos progenitores durante o processo de alimentação, os bicos dos filhotes apresentam comissuras coloridas, manchas na língua, ou mesmo pontos florescentes na garganta. A classificação dos Passeriformes é bastante complexa, baseando-se no número e posição dos músculos fonadores e na concreção dos músculos flectores dos dedos.

Criando pássaros
O local ideal

Onde colocar a gaiola? Considere alguns aspectos antes de escolher um lugar para ela. Lembre-se de que a maioria dos pássaros fica mais feliz quando se sente integrada com a família. As aves não gostam de passar muito tempo sozinhas e podem se recusar a comer, ficar agitadas ou agressivas quando não recebem a atenção esperada. Por isso, deixe a gaiola em um local frequentado pelas pessoas da casa, como a sala de estar, a cozinha ou um ambiente usado para relaxar.

Sem Barulho
Procure evitar os lugares onde o volume dos aparelhos esteja sempre (ou constantemente) alto. Se as crianças tiverem a TV em uma sala íntima e gostarem de som alto, esse não é um bom lugar para seu pássaro. Em vez disso, prefira acomodar a gaiola em uma sala usada pelos pais para descansar ou para assistir à televisão em volume moderado.

Temperatura Adequada
Os pássaros são bastante sensíveis a mudanças de temperatura e a correntes de ar, por isso não deixe a gaiola em frente de portas, ar-condicionado, aquecedores ou janelas. Certifique-se também de que o animal não ficará exposto ao sol durante horas sem uma sombra para se refrescar. A maioria das aves se sente mais segura se uma das partes da gaiola estiver protegida e uma solução é posicioná-la contra uma parede ou em um canto da casa.

O Pássaro e a Casa
Avalie se o local escolhido para a gaiola é conveniente para você. O ruído do pássaro não atrapalha os telefonemas? A presença dele incomoda as visitas? Verifique se o canto que ele emite ou os barulhos que faz não perturbam os vizinhos. A higiene também é importante: o lugar da gaiola é fácil de limpar? Há risco de que as penas ou as fezes caiam sobre seu prezado tapete persa ou a cadeira entalhada que você herdou da sua avó?

Antes de decidir, avalie ainda se não há nada que o animal consiga destruir com o bico. Aves da família do papagaio costumam fazer alguns estragos, e por isso mantenha-os longe de cortinas, papéis de parede, tomadas e molduras de quadro.

Passeios internos
Depois de decidir pela localização ideal da gaiola, procure não mudá-la, pois cada alteração perturba o pássaro. Se você quiser levá-lo de um ambiente para outro (uma ideia que as aves costumam apreciar), use o "poleiro portátil" e deixe a gaiola no lugar. Os "poleiros portáteis" nada mais são do que uma base (para recolher respingos) com um poleiro, um comedouro e um bebedouro. Com eles, pode-se transportar pela casa a maioria das aves que têm as asas cortadas, sem que o dono precise acomodá-las nas mãos ou sobre o ombro.

Se puder, posicione a gaiola na altura dos seus olhos. Isso facilita na hora de conversar com o pássaro ou de dar comida.

As boas-vindas
Antes de buscar seu pássaro, providencie uma caixa para transportá-lo. Nunca tente levá-lo, mesmo dentro do carro, sem uma proteção. Uma caixa de papelão ou uma caixa usada para transportar gatos pode resolver o problema. As pet shops costumam fornecer uma proteção para o transporte.

Em casa, arrume primeiro a gaiola. Em seguida, verifique se todas as portas e janelas estão fechadas e só depois passe a ave para dentro dela. Você pode simplesmente abrir a caixa de transporte e mantê-la junto da gaiola aberta, deixando que o pássaro entre por conta própria. Esse é o melhor modo, por isso procure ter paciência, permitindo que a ave tome a iniciativa. Se esse método não funcionar, incline a caixa suavemente para que o pássaro deslize para dentro da gaiola. Não tente virar a caixa nem agitá-la com intensidade, pois se a ave já está assustada, só aumentará seu medo.

Calma no começo
Nos primeiros dois dias, deixe seu pássaro na gaiola para que se acostume ao novo lar. Ele irá conhecer o espaço, descobrir onde encontrar alimento e água e observar o que acontece ao redor. Deixe que perceba o movimento das pessoas durante a rotina habitual e certifique-se de que está fora do alcance de outros animais de estimação como gatos e cachorros todos predadores de aves.

Durante os dois dias iniciais, não convide amigos, vizinhos e familiares para conhecer o "novo morador da casa", pois ainda é cedo demais para isso. Esclareça as crianças de que é importante não fazer ruído (nada de gritarias ou de sons muito altos) na fase de adaptação. Mantenha baixo o volume da televisão e do aparelho de som e evite usar o aspirador de pó por alguns dias. Ao conversar com o pássaro recém-chegado, adote um tom de voz calmo porém feliz e não chegue muito perto da gaiola.

Se a ave começar a bater as asas contra as barras da gaiola é sinal de que você está próximo demais. Nesse caso, afaste-se ou converse enquanto se desloca pelo ambiente no qual fica a gaiola. Passados os dois primeiros dias, se o pássaro se alimentar bem e não parecer assustado com o que ocorre na casa retome a rotina normal de modo gradativo. Deixe o volume da televisão na altura habitual e permita que as crianças brinquem à vontade: afinal, seu animal de estimação irá viver com vocês e precisa se acostumar à casa como ela é.

Se a caixa de transporte couber dentro da gaiola, você pode colocá-la no fundo e deixar que o pássaro saia por conta própria.

Composição da ordem

§ SubOrdem Tyranni Wetmore & Miller, 1926 - Pássaros

§ Parvordem Thamnophilida Patterson, 1987 -

§ Família Thamnophilidae Swainson, 1824 - Chocas, formigueiros, chororós e afins

§ Subfamília Myrmornithinae Sundevall, 1872 -

§ Subfamília Thamnophilinae Swainson, 1824 -

§ Família Melanopareiidae Ericson, Olson, Irested, Alvarenga & Fjeldsa, 2010 - Tapaculo-de-colarinho

§ Família Conopophagidae Sclater & Salvin, 1873 - Chupa-dentes

§ Parvordem Furnariida Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 - Pássaros

§ Superfamília Grallarioidea Sclater & Salvin, 1873 -

§ Família Grallariidae Sclater & Salvin, 1873 - Torons, tovacuçus e afins

§ Família Rhinocryptidae (Wetmore, 1930) - Tapaculos e afins

§ Subfamília Scytalopodinae Müller, 1846 -

§ Subfamília Rhinocryptinae (Wetmore, 1930) -

§ Superfamília Furnarioidea Gray, 1840 - Pássaros

§ Família Formicariidae Gray, 1840 - Tovacas e afins

§ Família Scleruridae Swainson, 1827 - Vira-folhas e afins

§ Família Dendrocolaptidae Gray, 1840 - Arapaçus

§ Subfamília Sittasominae Ridgway, 1911 -

§ Subfamília Dendrocolaptinae Gray, 1840 -

§ Família Furnariidae Gray, 1840 - Joões, limpa-folhas e afins

§ Subfamília Pygarrhichinae Wolters, 1977 -

§ Subfamília Furnariinae Gray, 1840 -

§ Subfamília Synallaxinae (De Selys-Longchamps, 1839) -

§ Parvordem Tyrannida Wetmore & Miller, 1926 - Pássaros

§ Família Pipridae Rafinesque, 1815 - Uirapurus e afins

§ Subfamília Neopelminae Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 -

§ Subfamília Piprinae Rafinesque, 1815 -

§ Subfamília Ilicurinae Prum, 1992 -

§ Superfamília Cotingoidea Bonaparte, 1849 -

§ Família Tityridae Gray, 1840 - Caneleiros, flautins, anambés e afins

§ Subfamília Oxyruncinae (Ridgway, 1906) -

§ Subfamília Laniisominae Barber & Rice, 2007 -

§ Subfamília Tityrinae Gray, 1840 -

§ Família Cotingidae Bonaparte, 1849 - Arapongas, anambés, saurás, corta-ramos e afins

§ Subfamília Pipreolinae Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 -

§ Subfamília Cotinginae Bonaparte, 1849 - Arapongas, anambés e afins

§ Subfamília Rupicolinae Bonaparte, 1853 - Saurás e galo-da-serra

§ Subfamília Phytotominae Swainson, 1837 - Corta-ramos

§ Superfamília Tyrannoidea Vigors, 1825 -

§ Família Incertae sedis CBRO, 2011 - Espécies com classificação incerta

§ Família Rhynchocyclidae Berlepsch, 1907 -

§ Subfamília Pipromorphinae Wolters, 1977 - Marias, abre-asas, ferreirinhos e afins

§ Subfamília Rhynchocyclinae Berlepsch, 1907 -

§ Subfamília Todirostrinae Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 -

§ Família Tyrannidae Vigors, 1825 - Pássaros

§ Subfamília Hirundineinae Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 -

§ Subfamília Elaeniinae Cabanis & Heine, 1856 - Piolhinhos, bico-chatos, guaracavas e afins

§ Subfamília Tyranninae Vigors, 1825 - Bem-te-vis, suiriris e afins

§ Subfamília Fluvicolinae Swainson, 1832 - Lavadeiras, maria-pretas, noivinhas e afins

§ SubOrdem Passeri Linnaeus, 1758 - Pássaros

§ Parvordem Corvida Wagler, 1830 - Gralhas, vite-vites, juruviaras e afins

§ Família Vireonidae Swainson, 1837 - Vite-vites, juruviaras e afins

§ Família Corvidae Leach, 1820 - Gralhas

§ Parvordem Passerida Linnaeus, 1758 - Pássaros

§ Família Hirundinidae Rafinesque, 1815 - Andorinhas

§ Família Troglodytidae Swainson, 1831 - Garrinchas, uirapurus e afins

§ Família Donacobiidae Aleixo & Pacheco, 2006 - Japacanim

§ Família Polioptilidae Baird, 1858 - Balança-rabos e afins

§ Família Turdidae Rafinesque, 1815 - Sabiás

§ Família Mimidae Bonaparte, 1853 - Sabiás e afins

§ Família Motacillidae Horsfield, 1821 - Caminheiros

§ Família Coerebidae d'Orbigny & Lafresnaye, 1838 - Cambacica

§ Família Thraupidae Cabanis, 1847 - Saíras, saís, tiês, sanhaçus e afins

§ Família Emberizidae Vigors, 1825 - Canários, tico-ticos, caboclinhos e afins

§ Família Cardinalidae Ridgway, 1901 - Azulão, trinca-ferro-verdadeiro e afins

§ Família Parulidae Wetmore, Friedmann, Lincoln, Miller, Peters, van Rossem, Van Tyne & Zimme, 1947 - Pula-pulas, mariquitas e afins

§ Família Icteridae Vigors, 1825 - Guaxe, japus e afins

§ Família Fringillidae Leach, 1820 - Pintassilgos, gaturamos e afins

§ Família Estrildidae Bonaparte, 1850 - Bico-de-lacre

§ Família Passeridae Rafinesque, 1815 - Pardal 

Evoluindo...
As aves descendem de répteis Diapsida Theropoda, ao passo que os mamíferos fazem parte da linhagem Sinapsida.

O Archaeopteryx é o mais antigo fóssil conhecido de ave e data de aproximadamente 140 milhões de anos atrás, do período Jurássico. Era um pouco maior que uma pomba e possuía cauda longa, percorrida pela coluna vertebral, como os répteis, além de dentes, dedos individualizados com garras e, como característica mais marcante, penas do corpo e penas de voo assimétricas (indícios de que esse animal era capaz de voar).

As aves pertencem ao mesmo grupo dos dinossauros, sendo que já foram descobertas penas (ou estruturas semelhantes, mais primitivas) em outros grupos de Dinosauria. Portanto, atualmente aceita-se o grupo aves não como Classe (a exemplo de Mammalia), mas um grupo bastante diversificado e atual de Dinosauria.

Há cerca de 65 milhões de anos, com a extinção da maioria dos grandes grupos de répteis ocorreu uma grande radiação adaptativa e consequente diversificação das aves, que passaram a povoar praticamente todos ambientes terrestres.

A filogenia dos grupos atuais de aves ainda está pouco elucidado, sendo difícil afirmar quais os grupos ancestrais e quais os mais derivados e de quem descendem.

Dica do artigo:
Antes de falar que uma ave é um pássaro, pesquise primeiro pode ser da ordem piciformes, cuculiformes ou até mesmo columbiformes

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